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‘Acaba perdendo tempo’, diz candidata da Fuvest sobre alimentação fora da sala de prova


Para evitar risco de infecção, organização do vestibular determinou que alimentos só podem ser consumidos em áreas externas. ‘Comer chocolate o mais rápido possível’, diz Caroline Gomes de Oliveira. A estudante Caroline Gomes de Oliveira, de Juruaia (MG), busca vaga na medicina da USP
Pedro Martins/G1
Para evitar risco de contágio pelo novo coronavírus, a Fuvest, que promove o vestibular da USP neste domingo (10), proibiu a alimentação dos candidatos nas salas de prova. Mas os estudantes podem comer em áreas externas determinadas e acompanhados dos fiscais.
A estudante Caroline Gomes de Oliveira, de 21 anos, acredita que a saída da sala fará com que ela perca tempo na solução das 90 questões da primeira fase. Os candidatos têm cinco horas para resolver os exercícios.
“Era um momento que eu dava uma relaxada. Agora tem que sair da sala e a gente fica mais tenso, porque acaba perdendo tempo. Não tem como ficar sem comer cinco horas. Tem gente que até consegue, mas eu preciso comer. Parece que dá energia. Vou sair rapidinho, tentar pegar um chocolate e comer o mais rápido possível”, diz.
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Maratona de provas com máscara
A maratona de vestibulares de Caroline começou com os exames da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da Unicamp. Ela tinha grande expectativa em ter que usar a máscara, acessório obrigatório, mas agora a ansiedade já foi superada.
“A UFU foi o primeiro, então fiquei com mais medo lá de se sentir mal, mas foi até tranquilo. O que eu errei foi ter ido no primeiro dia com máscara preta, aí não ligaram o ar-condicionado, igual será na Fuvest, para deixar o ambiente arejado, aí o calor prejudicou”, diz.
Para tentar amenizar o calor em Ribeirão Preto, Caroline, que é de Juruaia (MG), leva garrafas de água para a sala.
A estudante Caroline Gomes de Oliveira leva chocolates e água para encarar vestibular da Fuvest em Ribeirão Preto, SP
Pedro Martins/G1
Preparação
Esta é a terceira vez que ela encara o vestibular para medicina. Em 2017, chegou a ser aprovada para o curso de farmácia, começou a faculdade, mas desistiu.
Com a pandemia, toda a preparação para as provas foi on-line, modalidade em que ela se sentiu confortável.
“Fiz cursinho on-line e percebi muita diferença em relação ao ambiente. Eu estava em casa, com um irmão pequeno, então acaba que prejudica. Por outro lado, acredito que foi até melhor, porque as aulas foram em vídeos e eu conseguia, por exemplo, aumentar a velocidade e assistir à aula mais rápido.”
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