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Apoio da população é receita do sucesso da Nova Zelândia contra a Covid-19


Cerca de dois milhões de habitantes estão sendo submetidos ao novo lockdown decretado pelo governo. Escolas e lojas estão fechados até a próxima segunda-feira (22) e apenas empresas com atividades consideradas essenciais continuarão abertas. Um profissional de saúde realiza um teste em um centro de testes de coronavírus no subúrbio de Auckland, na Nova Zelândia, em agosto.
David Rowland/AFP
O governo decretou um novo lockdown de três dias em Auckland, a maior cidade do país, no domingo (14). Nas outras regiões, as medidas de distanciamento social entraram novamente em vigor e são seguidas à risca pela população. A decisão foi anunciada depois que três pessoas de uma mesma família foram testadas positivas para a cepa britânica da Covid-19. 
Cerca de dois milhões de habitantes estão sendo submetidos ao novo lockdown decretado pelo governo. Escolas e lojas estão fechados até a próxima segunda-feira (22) e apenas empresas com atividades consideradas essenciais continuarão abertas, anunciou a primeira-ministra Jacinda Ardern.
No país, a luta contra a Covid-19 é chamada de “The team of 5 Million” (a equipe de 5 milhões de habitantes), em referência à união da população do país, que apoia a estratégia do governo. 
“A notícia não é boa, mas estou contente com a reatividade do governo. Estou pronta para seguir as regras”, diz uma moradora entrevistada pela RFI.
“Os neo-zelandeses já venceram o vírus respeitando as medidas, essa é a boa decisão”, diz outra entrevistada. 
Nova Zelândia anuncia lockdown para a maior cidade do país por três dias
“É um preço justo”
A população está acostumada a adotar medidas “fortes e rápidas”, como costuma dizer a primeira-ministra, e os neo-zelandeses são um exemplo na gestão da crise sanitária.
Jonathan Bielfki, por exemplo, é diretor de uma companhia de teatro em Auckland. Apesar de ter sido obrigado a cancelar suas apresentações nesta semana, ele estima que a decisão do governo é louvável.
“É sempre um choque”, diz. “No momento sempre nos questionamos: isso é de fato necessário? Mas quando analisamos com calma a situação, vemos que o governo nos protegeu, protegeu nossas vidas, que continuaram a ser o mais normais possível se comparamos com o resto do mundo. O preço pode parecer alto, mas é um preço justo e que deve ser pago”, conclui.
O governo ainda não decidiu se irá prolongar o lockdown além dos três dias. O resultado dos testes realizados até agora nos familiares e pessoas próximas aos casos ligados à nova cepa britânica por enquanto são negativos.
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