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Bolsas da Europa fecham em queda, com receios sobre novas medidas de restrição


Bancos, montadoras e companhias dos setores de turismo e lazer estiveram entre as maiores quedas do dia. Passageiros usam máscara na Estação de Waterloo, em Londres, no primeiro dia do novo lockdown na Inglaterra
Justin Tallis/AFP
Os principais índices da Europa encerraram a sessão em queda consistente, pressionados pelos temores renovados dos investidores com medidas adicionais de restrição para conter o avanço da pandemia do coronavírus no continente.
O índice Stoxx 600 Europe encerrou a sessão em queda de 0,83%, aos 405,13 pontos.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,84%, aos 6.638,85 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 1,66%, aos 13.643,95 pontos. O CAC 40, de Paris, caiu 1,57%, aos 5.472,36 pontos. Em Milão e Madri, as referências perderam 1,60% e 1,73%, respectivamente.
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A União Europeia (UE) propôs nesta segunda-feira que os 27 países do bloco imponham mais restrições às viagens como forma de conter a disseminação de novas variantes da Covid-19.
Em meio a preocupações relacionadas ao atraso na entrega de vacinas na região, a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, pediu hoje que os países reforcem os testes e as quarentenas para os viajantes, temendo que as mutações mais transmissíveis do vírus possam sobrecarregar os hospitais. Ao mesmo tempo, notícias de que o Reino Unido e a França devem adotar medidas ainda mais duras de restrição pressionou de maneira generalizada os ativos da região.
As ações do setor de turismo e lazer terminaram em queda de 2,48%. Em Londres, as ações da IAG caíram 7,65%, da Easyjet recuaram 6,66% e da Carnival perderam 6,51%. Os bancos também foram destaques negativos, com perdas de 3,06% para o setor. As ações do Commerzbank fecharam em queda de 5,50% e do ING Group recuaram 4,51%.
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Dados de confiança empresarial mais fracos do que o esperado na Alemanha também contribuíram para a fraqueza observada nos ativos de risco. O índice caiu para 90,1 pontos em janeiro, de 92,2 no período anterior, de acordo com dados divulgados mais cedo pelo Instituto ifo, em meio às restrições para conter o avanço da pandemia.
O dado ficou abaixo da expectativa dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, de leitura a 91,9 pontos.
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