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Bolsas de NY recuam e Nasdaq interrompe sequência de recordes


O Nasdaq fechou em queda de 0,07%, a 13.626,06 pontos, interrompendo uma sequência de quatro sessões consecutivas nas quais renovou sua máxima histórica. Os índices acionários viraram para terreno negativo nos minutos finais da sessão e fecharam em queda nesta terça-feira (26), interrompendo a sequência de ganhos do Nasdaq, enquanto os investidores aguardam a divulgação de uma série de balanços importantes.
O Nasdaq fechou em queda de 0,07%, a 13.626,06 pontos, interrompendo uma sequência de quatro sessões consecutivas nas quais renovou sua máxima histórica. O S&P 500, por sua vez, recuou 0,15%, a 3.849,62 pontos, e o Dow Jones caiu 0,07%, a 30.937,04 pontos.
A semana marca o ápice da temporada de balanços do quarto trimestre de 2020, com mais de um quinto das empresas que compõem o S&P 500 divulgando os seus resultados.
Placa de Wall Street perto da bolsa de Nova York
REUTERS/Shannon Stapleton
Destaques
Após o fechamento das negociações em Nova York, a Microsoft reportou uma alta de mais de 30% nos lucros do quarto trimestre, a US$ 15,5 bilhões, superando com folga a expectativa de consenso, de US$ 12,6 bilhões, de acordo com levantamento da FactSet. Por volta das 19h05, a ação da gigante de tecnologia sobe 3,93% nas operações pós-mercados, depois de fechar em alta de 1,22%.
A semana terá ainda a divulgação dos resultados de outras companhias importantes nos EUA, com a Tesla e as gigantes de tecnologia Apple e Facebook divulgando os seus números amanhã.
Os balanços divulgados antes da abertura hoje também foram positivos: as ações da General Electric (+2,73%), Johnson & Johnson (+2,71%) e da Raytheon Technologies (+1,39%) fecharam todas em alta, com as companhias tendo reportado resultados trimestrais melhores do que o esperado.
Destaque também para a disparada da ação da GameStop, que subiu 92,71% nesta terça, com investidores individuais comprando a ação em massa. A disparada segue uma sequência de fortes movimentos, com a ação acumulando uma alta atordoante de mais de 785% em 2021.
Entre os dados, destaque positivo para a confiança do consumidor nos EUA, que aumentou em janeiro, de acordo com dados do Conference Board divulgados mais cedo. O índice de confiança do consumidor aumentou para 89,3 pontos em janeiro, de 87,1 revisados para baixo em dezembro. A leitura supera as estimativas dos economistas ouvidos pelo “Wall Street Journal” que esperavam que o sentimento do consumidor caísse ligeiramente para 88,0.
Os investidores aguardam, agora, a conclusão da primeira reunião de política monetária do Federal Reserve no ano. “As alterações no comunicado da decisão provavelmente devem ser pequenas. O presidente [Jerome Powell] provavelmente permanecerá ‘dovish’ [favorável ao afrouxamento monetário] em relação às políticas, mesmo enquanto expressa algum otimismo sobre o crescimento”, afirmam os estrategistas da TD Securities.
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