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Campinas fecha 2020 com redução de 85% nos casos de dengue; um morador morreu pela doença


Cidade registrou 3.943 infectados entre janeiro e dezembro do ano passado. Em 2019, quando viveu o terceiro maior ano epidêmico, teve 26.310. Aedes Aegypti, mosquito que transmite a dengue
Reprodução/EPTV
Campinas (SP) fechou 2020 com 3.943 casos de dengue e uma morte registrada pela doença. O número representa uma redução de 85% em relação ao ano anterior, quando a cidade viveu a terceira maior epidemia e teve 26.310 diagnósticos. O óbito de 2020 ocorreu em abril.
Segundo a prefeitura, a região noroeste, que reúne bairros como Bonfim, Botafogo, Campo dos Amarais e Castelo, foi a que registrou o maior número de casos, com 1.083. Já a sudoeste, que teve 1.065, inclui o Novo Campos Elíseos, Vila União, Santa Lúcia, entre outros.
A região norte teve 953 casos; a leste 504; e a Sul somou 338 confirmações.
Em nota, a prefeitura afirma que mantém um programa de controle e prevenção da doença por meio do Comitê de Prevenção e Controle das Arboviroses, “mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros”.
Segundo o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), 80% dos criadouros encontrados ficam dentro de casas. “Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água e remover latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias”, afirma o Executivo.
“É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados”, completa.
No último Diário Oficial de 2020, a prefeitura publicou um plano de combate às arboriroses (dengue, Zika e chikungunya). O programa aponta diretrizes e ações que devem ser desenvolvidas ao longo de 2021.
Nesta sexta, o secretário de Saúde, Lair Zambon, afirmou que os casos de dengue deste ano já geram demanda aos profissionais de saúde, cansados por conta do combate incessante contra a pandemia de coronavírus.
Maiores epidemias
O total de infectados pelo vírus fez com que o município registrasse a terceira maior epidemia da história. O levantamento de 2019 considerou a soma entre casos autóctones, quando a transmissão do vírus pelo mosquito Aedes aegypti ocorre na cidade, e importados, classificação para infecções que ocorrem fora dela.
A pior epidemia registrada por Campinas ocorreu em 2015, com 65.634 casos confirmados da doença. Um ano antes, a cidade contabilizou 42.109 pessoas infectadas pelo vírus.
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