Saúde

Colômbia suspende voos com o Brasil por nova variante do coronavírus


Viajantes que chegaram entre 18 e 27 de janeiro terão que fazer quarentena por 14 dias, anunciou presidente Iván Duque. Colômbia se soma a Portugal, Turquia, Marrocos e Peru entre os países que já tomaram esta decisão. Mulher é submetida a coleta de material para teste de Covid-19 em Bogotá, na Colômbia, na quarta-feira (27)
AP Photo/Fernando Vergara
O governo colombiano decidiu suspender a partir da sexta-feira todos os voos com o Brasil devido à detecção de uma nova variante do coronavírus, anunciou nesta quarta-feira (27) o presidente Iván Duque.
“Como medida preventiva e por um período de 30 dias, enquanto se fazem todas as observações, são tomadas (…) as medidas de restrição de voos da Colômbia para o Brasil ou do Brasil para a Colômbia”, disse o presidente em seu programa cotidiano de TV.
A restrição afetará apenas os voos de passageiros, já que o transporte de carga permanecerá intacto, enquanto os viajantes que chegaram procedentes do país vizinho entre 18 e 27 de janeiro terão que fazer quarentena por 14 dias, acrescentou.
Além disso, o presidente conservador informou que será intensificado o monitoramento da situação epidemiológica na vasta fronteira amazônica entre os dois países.
Deste modo, a Colômbia se soma a Portugal, Turquia, Marrocos e Peru entre os países que já tomaram esta decisão.
Em dezembro, a Colômbia decidiu adotar medidas restritivas similares devido à variante descoberta no Reino Unido.
Segundo especialistas, as variantes identificadas em Reino Unido, África do Sul e Brasil têm em comum uma mutação denominada N501Y, que explicaria sua maior transmissibilidade.
A Colômbia enfrenta atualmente uma segunda onda de contágios de Covid-19, ligada às festas de fim de ano, que mantém os hospitais à beira do colapso.
O país, que é a quarta economia da América Latina e do Caribe, soma mais de dois milhões de contágios e 52 mil mortes.
Embora tenha detectado um primeiro caso de Covid-19 em 6 de março, o governo decretou o fim do confinamento a partir de 1º de setembro, após cinco meses e meio de ‘lockdown’, diante de grandes danos à economia.
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