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Consumidores reclamam de pouca variedade de pescado nas feiras e mercados de Santarém


Abastecimento, segundo vendedores, é afetado pelo defeso e pela redução no número de embarcações pesqueiras de Manaus para Santarém. Feira do Pescado de Santarém
Zé Rodrigues/TV Tapajós/Arquivo
Consumidores que costumam frequentar as feiras e mercados de Santarém, oeste do Pará, já perceberam que está cada vez menor a variedade de espécies nos boxes. Eles reclamam além da baixa oferta, do aumento de preços do pescado.
Quem comercializa o tambaqui de cativeiro, espera a chegada de caminhões frigoríficos que vêm do estado do Mato Grosso trazendo o produto. Mas até mesmo o preço do peixe de cativeiro subiu. O quilo que em outubro era comercializado a R$ 13,00 subiu para R$ 16,00.
De acordo com os vendedores, além do Defeso da Piracema, que proíbe a pesca e comercialização de mais de uma dezena de espécies apreciadas pelos moradores da região, a redução no número de embarcações pesqueiras vindas do estado do Amazonas nos últimos dias, tem contribuído para a baixa oferta de pescado em Santarém.
Na lista dos peixes protegidos pelo defeso até 15 de março de 2021, estão a pirapitinga, curimatá, mapará, aracú, pacu, jatuarana, fura calça e branquinha. Já a proibição para pesca e comercialização do acarí vai até o dia 30 de março, e do tambaqui, até 31 do mesmo mês. A portaria que protege o pirarucu segue em vigor até o dia 31 de maio.
Na feira do pescado administrado pela Colônia de Pescadores Z-20, a movimentação está bem menor que o normal. Na manhã desta quinta-feira (14), alguns boxes estavam completamente vazios.
Segundo o diretor de relações públicas da Z-20, Benilson Cardoso, por conta do defeso é necessário trazer algumas espécies de outros estados, principalmente do Amazonas. Mas, os altos índices de contaminação da covid-19 naquele estado têm prejudicado o abastecimento de peixe na região.
Para não ficar sem o pescado no cardápio da semana, o consumidor tem apelado para a substituição dos peixes preferidos pelas espécies disponíveis, como: tucunaré, aruanã, surubim e pescada, que são encontrados em grande quantidade. Se o consumidor é exigente precisa esperar a importação.
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