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Dado comenta expulsão de Daniel e explica escalação de Anderson

Dado Cavalcanti durante jogo contra o Goiás, na Fonte Nova

O resultado diante do Goiás não foi o desejado. O empate em 3×3, na Fonte Nova, na noite deste sábado (6), mantém o Bahia em situação bastante delicada na Série A do Campeonato Brasileiro e Dado Cavalcanti sabe disso. Após o apito final, o treinador tricolor analisou o jogo.

Na opinião dele, a expulsão de Daniel, aos 20 minutos do segundo tempo, foi determinante para a condução do restante da partida. Em disputa de bola, Rafael Moura e o meia tricolor levantaram a perna mais do que o recomendado e o meia do Bahia acabou expulso. 

“Os números são frios. O jogo foi totalmente atípico. Não posso dizer que nós não vencemos por conta da expulsão, mas todo mundo sabe que houve uma influência direta. Até questiono a expulsão do Daniel. Já revi o lance e não vi motivo nenhum para a expulsão do Daniel”, opinou o treinador.

“No máximo, houve jogo perigoso. Se houve contato, era falta e talvez amarelo. O árbitro foi muito exigente, forçou demais e comprometeu o andamento do jogo inteiro. Esse jogo de hoje talvez fosse completamente diferente. Tivemos muitas falhas, mas jogamos com um a menos durante a metade do segundo tempo inteira”, completou. 

Dado Cavalcanti seguiu pontuando a expulsão de Daniel, mas reconheceu as falhas defensivas do Bahia, que sofreu dois gols de Fernandão e um de Vinícius. Gilberto, Gabriel Novaes e Alesson marcaram para o tricolor.

“Nós erramos mesmo. Tivemos vários acertos, em alguns jogos demos equilíbrio, mas hoje voltamos a tomar muitos gols. Cada gol tem sua história, tem sua problemática. Mas eu já falei abertamente sem muito melindre. Não quero me tornar repetitivo: o desenho do jogo nos deu outra situação, jogar com um homem a menos, adversário que só joga a bola na área, e acabou que fomos penalizados com a última bola”, disse.

O treinador do Bahia também explicou o motivo de escalar Anderson no gol tricolor diante do Goiás. O goleiro falhou na derrota por 1×0 para o Fluminense, na última quarta-feira (3), e voltou a errar neste sábado, no segundo gol marcado pela equipe esmeraldina. Titular da posição, Douglas está machucado.

“É muito simples: Claus tem uma lesão grau 2, e o Matheus Teixeira, que era uma possibilidade, está em recuperação de Covid-19 e teve poucos treinos. Teixeira ainda não jogou pelo Bahia. Esses foram os motivos que fizeram com que Anderson fosse para o gol”, afirmou Dado Cavalcanti. 

Com o resultado, o Bahia subiu apenas uma posição e virou o porteiro da zona de rebaixamento. Está em 16º lugar com os mesmos 37 pontos do Vasco, 17º colocado. Leva a melhor contra a equipe carioca no número de triunfos (10 a 9), mas pode voltar a figurar no Z4 após o fechamento desta 35ª rodada.   

“A pressão está existindo desde antes, não começou agora. Talvez esse grupo tenha se acostumado, não que isso seja bom, mas a gente se acostumou a estar com essa corda no pescoço e estar buscando a solução para os nossos problemas. Talvez a gente tenha deixado um pouquinho passar das nossas mãos. Hoje era uma grande oportunidade. Antes do jogo começar existia uma confiança grande. Durante o primeiro tempo essa confiança aumentou ainda mais. Tomamos um gol muito rápido e aí o segundo foi um tempo totalmente atípico”, analisou.

O Bahia volta a campo no próximo sábado (13), às 19h, quando visita o Atlético-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte. “Teremos uma semana de muito trabalho e empenho, de ajustes específicos por ser um adversário muito forte, mas temos totais condições de buscar, de sair da situação e vamos continuar com a luta de sempre”, disse Dado Cavalcanti.

“Minha maior motivação é de continuar o trabalho, com todas as forças que tivermos e colocar em campo. Motivar os atletas. Não era o resultado que esperávamos. Vamos continuar com esse empenho para tirar o time dessa situação”, projetou.