Geral

Eleitores da Geórgia voltam às urnas nos EUA em votação para determinar maioria no Senado

Disputa é muito importante porque, se os democratas levarem as duas cadeiras do estado, a casa fica dividida e, em caso de empate em votações apertadas, caberá à vice Kamala Harris dar o voto de Minerva. Geórgia vota para eleger dois senadores
Eleitores do estado americano da Geórgia voltaram às urnas nesta terça-feira (5) para escolher dois senadores. O resultado dessa votação vai determinar se o presidente eleito Joe Biden, do Partido Democrata, vai ter um Senado com maioria oposicionista ou governista.
Os ventos da mudança sopram na Geórgia. Depois de 30 anos, o estado mudou de lado e elegeu o democrata Joe Biden como presidente. Nesta terça, vai decidir quem terá a maioria no Senado.
Os eleitores já se enfileiravam antes mesmo de as seções abrirem. Três milhões votaram antecipadamente. Só esse número já é maior do que o da última vez que um segundo turno para senador aconteceu no estado. Em 2008, foram 2,1 milhões votos no total.
Em jogo, duas cadeiras no Senado. Nenhum dos candidatos conseguiu 50% dos votos em novembro, o que, pelas regras do estado, exige uma segunda votação.
O senador David Perdue, republicano, disputa a reeleição contra o democrata Jon Ossoff. Em novembro, o resultado foi 49,7% para o republicano contra 47,9% para o democrata.
A segunda cadeira é disputada pela senadora Kelly Loeffler, republicana, e o reverendo Raphael Warnock, democrata. Em novembro, ele teve 32,9% dos votos contra 25,9% dela.
Essa disputa nesta terça é muito importante porque, se os democratas levarem as duas cadeiras, a casa fica dividida: 50 senadores republicanos e 48 senadores democratas mais dois independentes que votam com eles. Em caso de empate em votações apertadas, caberá à vice Kamala Harris dar o voto de Minerva.
Se o Senado virar para o lado do partido do presidente eleito garante governabilidade – fica mais fácil aprovar reformas importantes e indicados para cargos do governo. Se a maioria for republicana, em tempos de polarização, os senadores terão a chance de bloquear as propostas do novo presidente.
Por isso, tanto Joe Biden quanto Donald Trump foram na segunda-feira (4) à Geórgia fazer campanha.
Donald Trump pareceu mais preocupado consigo mesmo; voltou a afirmar que a eleição que ele perdeu no estado foi fraudada. Biden disse: “Um estado pode mudar o rumo, não só pelos próximos quatro anos, mas por uma geração”.
O estado do sul não é tão importante politicamente desde que foi berço do movimento dos direitos civis americanos. E é nas periferias negras das cidades que está o apoio que os democratas precisam.

Adicionar comentário

Clique aqui para postar um comentário