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Familiares de barbeiro assassinado no Imbuí arrecadam doações

Amigos e familiares do barbeiro Lucas Souza de Araújo, 29 anos, morto a tiros em um quiosque no bairro do Imbuí, em Salvador, fizeram uma campanha para arrecadar alimentos e dinheiro para manter os dois filhos que a vítima tinha. O ato de solidariedade aconteceu no último domingo (7), em frente ao local onde Lucas trabalhava, em Pernambués.

Lucas Souza tinha uma menina de oito anos e um garoto de apenas quatro. Um amigo da vítima contou que eles dois e a esposa dele estão passando por dificuldades. Ele era o responsável por sustentar a casa e trabalhava de forma autônoma, por isso não tinha fundo seguro-desemprego ou qualquer fundo de garantia ou emergência.

Cientes dessa dificuldade, amigos e clientes se juntaram para fazer um ato simbólico. Na ocasião, os presentes aproveitaram para pedir por justiça.

Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 25 de janeiro em um quiosque ao lado da Barraca do Zurca, na Praça do Canal. Houve muita correria no local. Lucas estava no bar com a esposa, o irmão e a cunhada. Quando as mulheres levantaram para ir ao banheiro, um dos suspeitos teria ‘mexido’ com a mulher dele. Lucas então se aproximou para tirar satisfação, mas os dois brigaram. Acusado do crime, o advogado José Geraldo Lucas Junior, 27, estava armado e atirou. 

O irmão de Lucas, Lauro, conta o que aconteceu. “Ele me deu um soco, eu fui agredido pelo assassino do meu irmão. Eu não fiz nada com ele, meu irmão não fez nada com ele, a minha esposa e a esposa de meu irmão não fizeram nada com ele. Quem fez foi ele. As câmeras estão lá”, afirma.

(Foto: Reprodução)

Lucas foi baleado na cabeça e no peito e morreu no local. De acordo com a 39ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Boca do Rio), na noite do crime, o Centro Integrado de Comunicações (Cicom) acionou policiais militares da unidade após informações de disparos de arma de fogo. No local, a equipe já encontrou a vítima sem vida e isolou a área para perícia.

O advogado acusado de cometer o crime se apresentou ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) dois dias após o crime. Um segundo envolvido, amigo de José Geraldo e identificado só como Jean, também foi preso.