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Fuvest: Candidatos elogiam medidas contra a Covid-19 durante vestibular, mas criticam calor nas salas em Ribeirão Preto


Uso do ar-condicionado foi permitido apenas no modo ventilação, segundo a organização da prova. Temperatura chegou aos 34ºC na tarde deste domingo (10). Chuva causou alívio. Candidatos da USP já enfrentavam calor forte antes mesmo de acessar local de prova na zona Norte de Ribeirão Preto neste domingo (10)
Pedro Martins/G1
Candidatos que fizeram o vestibular da Fuvest neste domingo (10) em Ribeirão Preto (SP) elogiaram as regras sanitárias adotadas durante a aplicação da prova, mas criticaram o calor nas salas.
Entre as medidas estavam o uso obrigatório de máscaras, a alimentação feita em área externa, o uso de álcool em gel, a redução de candidatos por sala com distanciamento das carteiras e a proibição dos ares-condicionados.
“As regras foram adequadas. Tinha 50 alunos na sala que eu fiquei, pelo menos, e tinha o distanciamento certinho entre cada aluno, com álcool em gel disponível o tempo todo, um pacotinho com pano com álcool 70% acima de cada carteira. Só podia sair um aluno por vez. A higiene ficou bem certinho mesmo”, diz a estudante Giovanna Mora, de Sertãozinho (SP).
Giovana busca uma vaga no curso de artes visuais no campus de Ribeirão Preto.
A estudante Giovana Mora quer cursar artes visuais na USP em Ribeirão Preto, SP
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A estudante Mariana Coradine, de Descalvado (SP), disputa uma vaga na medicina em Ribeirão Preto e teve dificuldades de concentração por causa da temperatura. Termômetros chegaram aos 34ºC nesta tarde.
“Foi muito difícil, porque não podia ficar com o ar-condicionado ligado e estava extremamente calor na sala. As janelas estavam abertas, mas o ventilador não pegava em todo mundo. Eu sentei em uma parte que não batia vento e eu sofri com o calor. Foi bastante difícil. Prejudicou bastante a concentração. Mas deu para levar, bebendo bastante água.”
Na faculdade Anhanguera, onde 1,6 mil estudantes estavam inscritos, o calor incomodou. Em nota, a Fuvest informou que, em alguns casos específicos, devido ao calor intenso, o uso dos equipamentos de ar-condicionado em modo ventilação foi permitido.
“Autorizou-se ligar os equipamentos em modo ventilação, não apontando o direcionamento da ventilação para os candidatos diretamente. Desta forma, não comprometeu a segurança dos candidatos ou colaboradores.”
Mariana Coradine, de Descalvado (SP), disputa uma vaga na medicina em Ribeirão Preto
Pedro Martins/G1
Alívio com a chuva
Por volta das 16h, a chuva aliviou a temperatura, que chegou aos 34ºC. “Eles também deixaram as janelas abertas, ventilador e ar-condicionado ligados. Se não tivesse chovendo ia ficar mais complicado. Calor atrapalha qualquer um, né? É difícil de se concentrar se estiver quente. Que bom que choveu”, diz Giovana.
A candidata Anita Varanda de Carvalho, de São Simão (SP), busca uma vaga na psicologia. Apesar de um certo desconforto por causa da pandemia, ela elogiou o trabalho dos fiscais.
“É uma pressão a mais [a pandemia], porque você tem que se preocupar com a prova e, ao mesmo tempo, tomar cuidado com você e todos ao seu redor. Mas foi bem explicado pelos fiscais, no início da prova, sobre como iria funcionar, então foi um desconforto manejável. Deu para levar.”
A candidata Anita Varanda de Carvalho, de São Simão (SP), busca uma vaga na psicologia da USP
Pedro Martins/G1
Nível de dificuldade
O estudante Rafael Leite ainda está no 2º ano do ensino médio, mas fez a prova como treineiro pela segunda vez. Ele planeja cursar ciências da computação e avaliou o nível de dificuldade da prova como médio.
“A prova foi bem tranquila pra mim, comparado com a primeira vez que eu fiz. Não sei se estava mais fácil porque já fiz vários simulados da Fuvest também, mas ela foi bem mediana. Não foi tão difícil nem tão fácil.”
O estudante Rafael Leite ainda está no 2º ano do ensino médio, mas quer cursar ciências da computação na USP
Pedro Martins/G1
Ao todo, os candidatos tiveram cinco horas para resolver 90 testes de múltipla escolha de biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química.
Mariana Coradine diz que a prova de ciências humanas estava difícil, porque havia textos longos para serem interpretados.
“A interpretação de texto pegou bastante, tinha bastante texto pra ler, o que é bastante cansativo. Exatas caiu muita conta mesmo, o que é normal de todos os anos. Tinha também muita imagem para interpretar. Eu sou mais da área de biológicas, então tenho mais dificuldade, naturalmente, com ciências humanas.”
Calendário da Fuvest 2021
Provas da primeira fase: 10 de janeiro
Divulgação dos aprovados para a segunda fase: 1 de fevereiro
Provas da segunda fase: 21 e 22 de fevereiro
Divulgação dos aprovados no vestibular: 19 de março
Matrícula dos aprovados da primeira chamada: de 19 a 23 de março
Onde consultar: no site www.fuvest.br
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