Geral

Mais de 100 profissionais de Saúde são atendidos em programa de acompanhamento psicológico no AC


Projeto foi implantado no mês de julho de 2020 pela Sesacre que atua com o levantamento do Perfil do trabalhador e oferece acompanhamento psicológico, seja para aqueles que tiveram Covid-19 ou não. Mais de 300 servidores da saúde tiveram atendimento psicológico durante pandemia no Acre
Arquivo/Secom
Um grupo de mais de pelo menos 125 profissionais da saúde do Acre foram atendidos por meio do Projeto Cuidando de Quem Cuida, do Núcleo de Humanização da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), que oferece acompanhamento psicológico feito durante a pandemia de Covid-19. Em atendimentos foram mais 300, porque um profissional é atendido mais de uma vez.
O projeto foi implantado no mês de julho do ano passado pela Sesacre e atua inicialmente com o levantamento do perfil do trabalhador e oferece acompanhamento psicológico, seja para aqueles que tiveram Covid-19 ou não. Basta que no questionário o servidor diga que precisa do acompanhamento.
O psicólogo João Auricélio, um dos coordenadores da ação, explicou que dos 125, cada um teve em média cinco atendimentos. Deste total, 50 continuam sendo acompanhados, segundo explicou.
“Convidei colegas psicólogos e a gente está fazendo atendimentos. Então são em torno de 125 ao todo e 75 já estão em alta. É um trabalho voluntário, os psicólogos que atendem são voluntários”.
Do período de março até outubro de 2020, mais de 2 mil servidores da saúde, no Acre, testaram positivo para a Covid-19, segundo dados do Divisão de Saúde do Trabalhador da Sesacre.
O acompanhamento é feito através do Programa de Acolhimento Psicológico Remoto aos Servidores da Linha de Frente à Covid-19, o AcoVida.
Jeane Rodrigues, chefe de acolhimento e humanização do Huerb e assessora técnica da Humanização da Sesacre, diz que o atendimento foi ampliado conforme a necessidade do servidor.
“O nosso atendimento não é só para o servidor com Covid. O programa foi criado justamente para atender os nossos servidores atingidos pela Covid, mas, tem um questionário que a gente passa para o nosso servidor responder e uma das perguntas é sobre a necessidade do acolhimento psicológico. E a gente atendeu esse servidor que não foi acometido, mas, naquele momento precisava de um acolhimento”, afirma.
Jeane acrescenta que as ações, coordenadas pela chefe de Humanização, Francinete Barros, são feitas com a intenção tanto de acolher o servidor, como de melhorar o atendimento aos pacientes.
“A gente precisa cuidar do nosso servidor para a gente ter um atendimento de qualidade para o usuário do SUS. E então, a gente faz esse atendimento visando melhoria do nosso profissional e do nosso serviço também”, conclui.
G1 em 1 minuto