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MP cobra cronograma e planejamento de vacinação contra Covid-19 em SC


O pedido às autoridades sanitárias feito na segunda-feira partiu da 33ª Promotoria de Justiça. O prazo para o envio das respostas é de cinco dias a partir do recebimento dos ofícios. SC pretende imunizar 2,8 milhões de pessoas contra a Covid-19
Reprodução/ TV Globo
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cobrou na segunda-feira (11) informações sobre planos e cronogramas do governo sobre a vacinação contra a Covid-19 no estado. Também foram solicitadas informações específicas de Florianópolis. O prazo para o envio das respostas das secretarias de saúde estadual e municipal é de cinco dias.
O pedido às autoridades sanitárias partiu da 33ª Promotoria de Justiça. As requisições foram feitas pelo promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng em um procedimento administrativo aberto para acompanhar os planos de vacinação. Segundo o órgão, o objetivo é conhecer as medidas que estão sendo adotadas, acompanhar as iniciativas e, se for o caso, exigir providências mais efetivas para proteger a saúde da população.
A intenção do governo catarinense, de acordo com o plano divulgado em dezembro, é vacinar 2.802.639 pessoas do grupo prioritário “em um primeiro momento” da imunização e não é considerada uma vacina específica que será aplicada, pois o Estado disse que irá usar as que forem disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Até o momento, não há imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
SC chega a 522 mil casos confirmados de Covid-19
O governo do Estado já divulgou no final de 2020 o plano de vacinação que será implantado a partir do momento em que houver vacinas autorizadas pela agência reguladora e disponíveis para serem adquiridas pelo poder público.
Em documento divulgado no dia 16 de dezembro, o governo catarinense afirmou que a intenção é vacinar o público em fases:
Primeiro devem ser vacinados os trabalhadores da saúde, a população idosa a partir dos 75 anos de idade, as pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e a população indígena. A população estimada deste grupo é de 426.678 pessoas.
Na segunda fase, a previsão é de que serão vacinadas pessoas de 60 a 74 anos. A população estimada deste grupo é de 844.644 pessoas.
No terceiro momento, a imunização será em pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença, entre os quais portadores de doenças renais crônicas e cardiovasculares, entre outras. A população estimada deste grupo é de 1.365.028 pessoas.
Na quarta, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional estão incluídos. A população estimada deste grupo é de 166.289 pessoas.
Já a prefeitura de Florianópolis disse que nos próximos dias vai dar detalhes sobre o plano de vacinação ao MPSC. Em nota, o município afirmou que algumas definições ainda serão tomadas com base em “informações que dependem do próprio Ministério da Saúde, como o tipo e vacina e a data do recebimento delas”.
Avanço da Covid-19 em SC
O número de casos confirmados de Covid-19 em Santa Catarina subiu para 522.478, com 5.677 mortes. Os dados são do boletim do governo do estado divulgado na noite desta segunda-feira (11).
A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública no estado está em 79,75%. No domingo (10), a taxa era de 79,72%.
Dos 1.516 leitos de UTI da rede pública em Santa Catarina, 1.209 estão ocupados, sendo 556 por pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. No domingo, 558 pessoas estavam na UTI por causa da doença. No site do governo do estado, é possível verificar a ocupação desses leitos em cada hospital.
Taxa de ocupação de leitos de UTI da rede pública por região catarinense
Reprodução/SES Leitos
Mapa de risco
Santa Catarina tem 10 regiões com risco gravíssimo para o coronavírus e outras seis em nível grave. Em relação à semana passada, as regiões de Xanxerê, Oeste, Médio Vale do Itajaí e Grande Florianópolis passaram do risco grave para o gravíssimo.
Já as áreas do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Extremo Sul, de Laguna e da Serra saíram do nível gravíssimo e foram para o grave.
Matriz de Risco atualizada em 07 de Janeiro de 2021
Secretaria de Estado da Saúde (SES)
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