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Multidão acompanhava entrega do presente para Iemanjá em 1996

Presente para Iemanjá levou multidão à Praia da Paciência no dia 2 de fevereiro de 1996
(Foto: Claudionor Júnior/Arquivo CORREIO)

A multidão que amanhece o dia na Praia da Paciência, no Rio Vermelho, ou que chega lá pelo meio da tarde para acompanhar a entrega do presente dos pescadores a Iemanjá vai ter um 2 de fevereiro diferente este ano. Nada de centenas de pessoas se dividindo entre a areia e a água, a calçada e a Casa de Iemanjá, como nesta foto de 1996. A festa de Iemanjá é mais uma das que sofreram mudanças nos últimos meses por conta da pandemia.

Este ano, não haverá evento na rua e o acesso à praia ficará fechado. Além disso, os bares, restaurantes e depósitos de bebidas não poderão funcionar durante o dia. O presente entregue todos os anos pelos pescadores, uma tradição iniciada na década de 1920, não ficará exposto no barracão ao lado da Colônia de Pescadores, como de costume. Este ano, em vez de receber visitas até por volta das 15h, será colocado no mar assim que chegar, às 8h.

Tudo para evitar aglomerações. A festa de Iemanjá, como mostra a fotografia feita por Claudionor Júnior, costuma atrair milhares de pessoas para a Praia da Paciência, no Rio Vermelho. Muita gente começa a chegar por lá ainda na noite do dia 1º de fevereiro; outros chegam à praia pouco antes do dia 2 amanhecer para deixar flores no mar ou junto ao presente entregue todos os anos pelos pescadores. 

Até a noite do dia 2, uma multidão vai se revezando naquela que, talvez, seja a mais fotografada das festas populares de Salvador. No ano passado, a Festa de Iemanjá foi declarada Patrimônio Cultural de Salvador pela Fundação Gregório de Mattos (FGM).

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