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No bastidores do Google Maps

É difícil encontrar alguém que ainda não tenha feito uso dessa ferramenta do Google. Um dos pontos que a deixa atualizada é a contribuição dos usuários e é exatamente nesse item onde está uma das áreas que demanda maior atenção da plataforma. Algoritmos analisam cada contribuição e, com base em padrões de comportamento dos usuários, impedem classificações que tentam depreciar ou artificialmente promover um restaurante ou hotel, por exemplo. A maior parte das técnicas que usam para essa detecção, é claro, ficam em segredo mas uma que é divulgada pela empresa é a que monitora o local onde foi postada a colaboração.

Uma pessoa que fala mal de um restaurante em uma rua de Salvador, e faz isso de um perfil criado na Índia levanta no mínimo uma suspeita. Observar a localização do aparelho de onde parte a colaboração em relação ao estabelecimento ou serviço comentado, ou se este equipamento está em movimento ou parado, também ajuda a mapear pessoas mal intencionadas, além de detectar as famosas fazendas de clicks, empresas que vendem o serviço de dar likes ou dislikes em publicações. Além dos sistemas automatizados que processam sinais como os que falei anteriormente, técnicos humanos auxiliam onde as máquinas ainda não conseguem chegar pegando sinais como comentários com gírias locais.

As contribuições de usuários para o Google Maps acontecem desde 2010 e de lá para cá mais de 970 milhões de pessoas já fizeram algum tipo de atualizaçao nas informações da plataforma. Para entender o volume de tentativas de golpistas tentando divulgar informações falsas basta uma olhada nos números de 2020, quando foram bloqueadas ou removidas 35 milhões de resenhas e 2,9 milhões de perfis comerciais falsos que iam contra as regras do Google, em um processo que atua antes desses conteúdos serem disponibilizados para os usuários. 

Celulares enxergando através da pele

Uma start-up de Cingapura, a Nervotec, está revolucionando a medição de sinais vitais. Várias empresas entre elas indústrias, companhias aéreas e hospitais já estão usando a solução que está na fase chamada de prova de conceito, passo que antecede o efetivo lançamento do produto. O sistema usa a imagem feita por uma câmera de self com boa qualidade e analisa a luz branca que reflete na pele do rosto e que através da decomposição dela em suas três componentes de cor – vermelho, azul e verde – permite enxergar o quanto cada cor atravessa a pele e assim identificar nuances da corrente sanguínea que então são analisadas em um processo que dura cerca de 30 segundos e revela a oxigenação do sangue, as frequências respiratória e cardíaca, a pressão sanguínea e o nível de estresse.

Somado a tudo isso o sistema da empresa asiática também analisa variações da frequência cardíaca e compara esses valores com um banco de dados de mais de 3,5 milhões de pacientes e cerca de 50 milhões de pontos de checagem de informações, o que permite a detecção de sinais de anormalidades ou doenças do coração. Uma das características que está sendo mais destacada pelos desenvolvedores é o fato de que o uso da plataforma por funcionários de uma empresa, por exemplo, torna a checagem de saúde uma ação diária, e realizada quando as pessoas ainda estão em casa e o melhor, especialmente após todo o aprendizado com a pandemia, com cada um usando o próprio celular o que evita o risco de contaminações cruzadas. Se quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Nervotec acesse https://nervotec.com/#section8.

Revistas em quadrinho levam inovação para empresa

A empresa americana Lowe`s tem mais de 1800 lojas nos Estados Unidos, Canadá e México e usa em seu setor de inovação estratégias que buscam prever o futuro, o grande desafio de qualquer player de mercado. A primeira delas é a operação de um pólo focado em impulsionar empreendedores e startups onde já se inscreveram mais de 1300 participantes, que apresentam suas ideias de produtos e serviços e recebem mentorias, acelerações e investimentos.

A segunda forma de incentivar a inovação na empresa é a mais inusitada pois contrata escritores de histórias em quadrinho de ficção científica que produzem obras reais, que são editadas e distribuídas para os executivos e desenvolvedores de soluções da empresa. Ideias surgidas dessa interação lúdica já se transformaram em produtos de vanguarda e tecnologias inovadoras de venda, tanto nos canais online quanto nas lojas físicas. O que a Lowe`s está fazendo é um movimento defendido por especialistas como Cesar Taurino, em um artigo escrito no site neofeed.com.br onde ele frisa que as empresas precisam perder o medo de ter as startups e os empreendedores realmente integrados aos negócios, e que estas devem evitar construir com eles uma relação artificial onde são tratados como animais exóticos em um espetáculo, como quando promovem competições e hackatons que ao final deixam pouco além de belas fotos.

Agir incentivando a inovação que pulsa dentro e fora das organizações é o único caminho para que as empresas consigam sobreviver em um cenário, onde o competidor que vai tomar o mercado pode ainda nem estar no jogo. Agindo assim elas podem até ir além pois, ao se integrarem de verdade e sem medo com o mundo da inovação, muitas vezes elas podem até transformar possíveis competidores em parceiros para vencer juntos.