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Por ordem da Justiça, governo de Santa Catarina é obrigado a restringir ocupação de hotéis

Até esta segunda (28), hotéis e pousadas de Santa Catarina podiam trabalhar com ocupação máxima graças a uma portaria do governo que começou a valer na semana passada. O Ministério Público Estadual moveu uma ação, e a Justiça determinou que o governo voltasse atrás. O governo de Santa Catarina foi obrigado a recuar e restringir a ocupação dos hotéis
Em Santa Catarina, por ordem da Justiça, o governo do estado foi obrigado a voltar a restringir a ocupação dos hotéis e pousadas.
Não basta ter vagas. A dois dias do réveillon, novos hóspedes só se não passar do limite imposto pela Justiça: 30% de ocupação. “Nós estamos praticamente sem rumo, e sem saber o que fazer”, diz Osmar José Vailatti, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina.
Até esta segunda (28), hotéis e pousadas de Santa Catarina podiam trabalhar com ocupação máxima graças a uma portaria do governo que começou a valer na semana passada.
A flexibilização coincidiu com o começo do verão. O problema é que também coincidiu com o momento mais crítico da pandemia em Santa Catarina. No mapa de classificação de risco da Secretaria da Saúde, a situação é gravíssima em todo estado.
O Ministério Público Estadual moveu uma ação, e a Justiça determinou que o governo voltasse atrás e limitasse a ocupação quando a situação for gravíssima. O setor hoteleiro reclama.
“É uma liminar impossível de ser cumprida porque, neste momento, os hospedes já estão alojados em seus hotéis. E nós, a hotelaria não tem condições de convidar esses hóspedes a se retirarem dos seus hotéis”, afirma Osmar.
O estado recorreu da decisão. Mas informou que discute com os empresários uma forma de se adequar à restrição. Para os especialistas, as ações do governo são incoerentes neste momento da pandemia.
“O estado de Santa Catarina continua a insistir em ações e medidas que são notoriamente falhas, já que a situação se agrava cada vez mais, e a insistência nas flexibilizações e na adoção de medidas que são equivocadas. Como a ampliação da taxa de ocupação de hotéis para 100% no pior cenário da epidemia mostra que o enfrentamento no estado catarinense se dá sem base na ciência, sem base no cenário epidemiológico e sem responsabilidade social”, avalia Alexandra Crispim Boing, epidemiologista da UFSC.
Como a situação é considerada gravíssima em todo o estado de Santa Catarina, as casas noturnas também não podem funcionar e os eventos sociais estão suspensos.