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Prates comemora volta por cima de Marcelo: ‘Tem potencial enorme’

Cláudio Prates, técnico do time de transição do Bahia

O Bahia teve dificuldades, mas conseguiu cumprir sua missão e bateu o Bahia de Feira por 1×0 em Pituaçu neste domingo (18), pela 8ª rodada do Campeonato Baiano. Mesmo com um jogador a mais desde o fim do primeiro tempo, o Esquadrão só balançou as redes aos 37 minutos da segunda etapa, com Marcelo.

O jovem atacante, aliás, se redimiu com o gol da partida. Pouco depois da volta do intervalo, ele havia perdido uma chance incrível. Após o apito final, o técnico da equipe de transição, Cláudio Prates, comemorou a volta por cima do camisa 9 e pediu que a torcida tenha paciência com ele.

“Você não imagina o que é importante para quem está comandando ver um esforço reconhecido. Só a gente que está lá dentro do clube sabe o que Marcelo trabalha. Ele é um menino 2002, que está sendo formado e que está sendo lançado pelo potencial que tem. Fez partidas muito boas, hoje vinha fazendo uma partida muito ruim, mas preferi deixá-lo. Felicidade enorme. Ele estava muito emocionado no final do jogo. A sua entrega e a vontade de evoluir foram recompensadas. Quem trabalha, quem faz honestamente no dia a dia com certeza é valorizado. Espero que isso cause nele um controle emocional melhor. Ele sabe que tem potencial enorme, mas tem muito a crescer e as pessoas têm que ter um pouco de paciência com ele”, disse Cláudio.

O Bahia ficou com um jogador a mais desde os 39 minutos do primeiro tempo, quando Hugo Freitas, do Bahia de Feira, levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O treinador falou sobre as dificuldades que a equipe teve em criar oportunidades de gols mesmo com a vantagem numérica.

“Por vezes se torna mais difícil o jogo, principalmente quando não tem o ímpeto ofensivo que nos faltou, dificulta mais. O Bahia de Feira, com um a menos, faz duas linhas de quatro com um na frente, ou uma linha de cinco e outra de quatro. Isso dificulta mais do que o jogo normal de 10 contra 10 em campo. Foram acima de tudo muito valentes. Gol saiu em uma bola parada, não foi em movimento. Quando estava 10 a 10, tivemos várias chances, várias chegadas, e não conseguimos concluir. Às vezes, quando se fica com um a mais, as atenções e os esforços têm que ser redobrados. Vale o esforço deles”, afirmou.

“São jogadores que, às vezes, não têm característica tão grande de boa finalização, boa chegada no último terço. Esse ano, a diretoria optou por dar mais opção a jogador mais jovem, que a gente sabia que iria ter esse problema de oscilação, o que é extremamente normal. Obviamente que a gente queria entregar performance e resultado. Isso sempre é o interesse do Bahia. Hoje fiquei muito satisfeito com o primeiro tempo, a gente conseguiu controlar um time extremamente bem treinado. Oliveira Canindé é um treinador muito experiente. Estou orgulhoso do grupo, principalmente dos jovens. Lutaram, tentaram, cometeram muitos erros de novo, mas foram briosos e estou confiante na evolução deles”, continuou Cláudio.

No fim do primeiro tempo, o Bahia sofreu com um erro da arbitragem. Ignácio foi derrubado dentro da área, mas o árbitro marcou a falta fora. 

Na entrevista, Prates também comentou sobre a falta de efetividade no ataque do Esquadrão. Segundo ele, a equipe vem trabalhando para melhorar a finalização.

“A gente tem feito isso desde o começo da pré-temporada. Não é de uma hora para outra que apareceu esse problema. Em todos os jogos a gente teve um número muito grande de finalizações, chegada no último terço. É muito claro que precisa melhorar nesse quesito de finalização, último passe, querer mais a bola. Volto a frisar: são meninos, são jogadores em formação. Sob pressão, é muito mais fácil ficar fora do funil de finalização do que ficar me expondo. Hoje eles foram muito bem nesse quesito. Não tenho nada que reclamar”.

Na próxima e última rodada do Baianão, o Bahia enfrenta o Jacuipense em Pituaçu. O jogo será no dia 28, uma quarta-feira, às 19h30. Já o Bahia de Feira recebe o Unirb na Arena Cajueiro, no mesmo dia e horário.

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Falta audácia?
“É essa a questão que falo. Quando está emocionalmente prejudicado em campo, mesmo tendo a superioridade numérica, tu evita ir para zona de risco, procura tocar lateralmente ao invés de verticalizar. Tentamos ao máximo pedir para que eles continuassem atacando linha, mas às vezes não é fácil. Vamos continuar trabalhando. Esses dois triunfos nos darão uma maior confiança para o último jogo, podendo errar muito menos nesse quesito que a gente sabe que é o mais importante que tem que corrigir”.

Trocas
“Tirei um zagueiro, sacrifiquei o Ignacio porque ele viaja com o grupo principal, para colocar um meia. Trabalhamos com o Raniele, que já foi zagueiro. Com Bruno, com Penha, com três médios que são extremamente ofensivos. Muito satisfeito com a entrega de todos, feliz com quem entrou, feliz com o grupo”.

Precisa de jogador mais contundente no sistema ofensivo?
“Isso ficou bem claro desde o começo. A gente conversou com a diretoria. Opção nossa dar chance para os meninos, sabíamos que íamos sofrer em certas circunstâncias. Vamos continuar acreditando na molecada. Tenho certeza que esse projeto, para o futuro, dará muitos frutos ao Bahia”.

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