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‘Quem dorme mal e não se exercita desconta o estresse na comida’, explica nutrólogo

Sono, experiências culinárias e exercícios. Esses são os maiores aliados para uma boa saúde e controle do estresse, de acordo com o nutrólogo Fernando Pequeno, entrevistado desta terça-feira (2) no programa Saúde e Bem Estar, do CORREIO, que é apresentado pelo jornalista Jorge Gauthier pelo Instagram. Professor  de pós-graduação médica em Ciências da Longevidade Humana  e especialista da Clínica Elsimar Coutinho, ele explica como alguns hábitos saudáveis podem fazer a diferença para a saúde do corpo e da mente.

O médico aponta o sono como um dos fatores mais relevantes para regular o metabolismo. “Não só existe reação, mas é o mais importante”, conta o especialista. O nutrólogo fez questão de dar destaque ao que seria uma boa noite de sono. De acordo com ele, o sono precisa ser superior a seis horas e o ambiente deve ter algum tipo de luz.

Fernando ressalta que espaços com baixa luminosidade, somado a uma noite mal dormida, influenciam no estresse. Este estresse é uma resposta do corpo a inúmeras questões externas e internas que afetam a saúde de uma pessoa e refletem em como a pessoa vai se alimentar ao longo do dia. 

O especialista define essa resposta do corpo como um “curto-circuito”. E, ao contrário do que se imagina, Fernando conta que, além do sono, exercícios e uma boa alimentação são as únicas formas de reverter esse curto-circuito. Ele ainda declara que “medicamentos não corrigem curto-circuito, apenas o torna suportável.”

Controlar o estresse é urgente. De acordo com dados da OMS – Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 90% da população mundial sofre com o estresse. Já na esfera nacional as referências são ainda mais alarmantes, porque, segundo o ISMA – Associação Internacional do Controle do Estresse, o Brasil é o segundo país do mundo com o maior nível de estresse. 

Corpo saudável
Pensando nos exercícios, o nutrólogo dá uma dica: fazer atividades de alta intensidade e baixo volume são mais recomendáveis. No entanto, o momento pandêmico que o mundo está vivendo interfere diretamente com a saúde e os cuidados com o corpo e a mente. Por isso, o médico fez questão de tocar no assunto da culpa. Ele afirma que é preciso desconstruir a ideia de que fazer dieta é fácil ou que desistir ou não conseguir segui-las tem a ver com falta de determinação. “Não conseguir fazer dieta é normal”, declarou. Fernando ainda explica que “as pessoas não engordam porque comem muito e sim porque queimam pouca gordura.”

De acordo com o professor, um dos fatores que mais interferem na alimentação são o sono e os exercícios. “Quem dorme mal e não se exercita desconta o estresse na comida”, completa. O médico conta como um novo olhar sobre os alimentos pode mudar a saúde do corpo e da mente.  Fernando explica que a alimentação está relacionada com prazer, memórias e hábitos. Dessa forma, a falta de uma alimentação saudável é um processo que pode ser transformado a partir de pequenas mudanças. O nutrólogo fala bem animado desse olhar diferente para os alimentos e ainda diz que nem sempre é necessário mudar o que se come, mas a forma como a comida é preparada.

“As pessoas não engordam porque comem muito e sim porque queimam pouca gordura”, Fernando Pequeno

Quando perguntado sobre dietas, o médico afirma que “qualquer restrição é sempre estressante.” O profissional faz um alerta com dietas restritivas para emagrecer. “Você pode estressar mais ainda um corpo, uma mente e um metabolismo que já estão estressados”, afirma Fernando. Ele também reforça a importância de acompanhamento profissional em dietas. O nutrólogo ainda deu dicas dos alimentos que saciam, como carnes, ovos, folhas e frutas.

*com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier