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Rede hoteleira vive momento difícil em SC; expectativa de vacinação anima setor


Ocupação na Grande Florianópolis teve queda de 35,40% e Balneário Camboriú 38%. Em Bombinhas, impacto negativo ficou com imobiliárias. Diminuição no número de turistas faz preço dos aluguéis cair em Balneário Camboriú
A temporada de verão de 2021 não está sendo fácil para hotéis, pousadas e pessoas que alugam residências em Santa Catarina. Em tempos de pandemia da Covid-19, os estabelecimentos tiveram queda na ocupação. Quem aluga também
Grande Florianópolis
Um hotel no bairro de Jurerê, em Florianópolis, registrou uma queda de ocupação para o Natal e Ano Novo de 20%. A situação da Covid-19 no estado afastou possíveis interessados de realizar as reservas antecipadas.
“A expectativa [para os próximos dias] é igual a do Natal e réveillon. Uma queda de uns 20% na ocupação devido a todo esse momento que a gente está vivendo e a ausência dos hóspedes argentinos também, que impacta bastante”, disse o gerente de hotel, Steffano Tallini.
Na Grande Florianópolis, um levantamento do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares aponta que a ocupação dos hotéis ficou em 44,76% em dezembro. Uma queda de 35,40% em comparação com o mesmo período de 2019.
“A hotelaria é um produto sem estoque. O que não vendeu hoje, não vende mais. Então, esse prejuízo tem que de alguma forma ser absorvido porque a gente não recupera mais”, afirmou o presidente do sindicato do setor, Estanislau Bresolin.
Litoral Norte
Já em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, as reservas caíram 38% no último mês, comparando com o mesmo período do ano passado. A taxa média de ocupação da rede hoteleira ficou em 45%, puxada por reservas de Natal e Virada de Ano. No restante do mês, houve cancelamentos e pouca demanda.
Movimentação da temporada de verão sofreu impacto da pandemia em Santa Catarina
NSC TV/reprodução
Em Bombinhas, também no Litoral Norte, as imobiliárias sentiram grande impacto da falta de hóspedes na cidade, principalmente os turistas vindos do exterior.
“Casa aqui em Bombas, próximo do mar, o que cobrávamos uma diária de R$ 1 mil a diária no ano passado. Neste ano, para gente conseguir fazer locações tivemos que baixar pra R$ 650 a diária. Esse ano, também não podemos também contar com o movimento dos nossos ‘hermanos’ argentinos, que representavam cerca de 40% do movimento em janeiro”, disse Rodolfo Michelon Terme, gerente administrativo de uma imobiliária.
Impasse
Durante todo o mês de dezembro o setor enfrentou um impasse. No dia 22 de dezembro, hotéis e pousadas puderam voltar a funcionar com 100% da capacidade. Mas, no mesmo dia, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recorreu da decisão e a Justiça limitou a capacidade em 30%. Uma semana depois, o governo reverteu a situação em segunda instância e a ocupação voltou a 100%. O MP recorreu novamente e, no último sábado (4), teve o pedido negado pela Justiça.
Balanço aponta redução de hospedagens em hotéis e pousadas
Mesmo com o vai e vem judicial, lideranças no setor afirmam que a situação sanitária tem grande impacto na debandada de turistas no estado.
“É o controle da doença que vai nos possibilitar um incremento na economia. Isso pra gente que é do turismo está muito claro e já fazem vários meses que isso está claro pra nós. E é importante que o governo do estado também tenha essa percepção”, disse a Presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, Margot Rosenbrock Libório.
Para Estanislau, “além da vacina, nossa grande esperança para esse ano de 2021 é a retomada dos eventos. Na retomada dos eventos, nós teremos chances de ter movimento no turismo.”
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