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Reforma do barco hospital Abaré II segue em ritmo acelerado para entrega em março


Quando voltar a funcionar, o barco hospital irá oferecer consultas médicas, de enfermagem, odontológicas e exames laboratoriais. No Estaleiro vencedor do edital, os serviços de revitalização, reforma e manutenção do Barco Hospital seguem em ritmo acelerado
Ascom PSA/Divulgação
Seguem em ritmo acelerado os serviços de reforma da unidade hospitalar fluvial Abaré II adquirida em 2011 pelo Projeto Saúde e Alegria, e repassada na forma de comodato à Prefeitura de Santarém, no oeste do Pará, para atender à região do Arapiuns. A expectativa é de que os serviços de revitalização, reforma e manutenção sejam finalizados até o dia 15 de março, conforme edital de contratação.
O anúncio de retorno dos atendimentos pela embarcação que estava sem navegar há aproximadamente quatro anos, gerou esperança em quem mora nas comunidades ribeirinhas da região do Rio Arapiuns.
Para quem mora em comunidades distantes e com pouco acesso a serviços de saúde, o anúncio do retorno das atividades do Abaré II é um alento. “A dificuldade é que nós não temos médicos. Pessoas são picadas de cobra e a gente muita das vezes tem que fretar barco por falta do Abaré, e não termos o soro antiofídico”, relatou Maria Valdeise, liderança na Comunidade Mentae.
Para retomar os atendimentos, o barco hospital terá a estrutura reformada e receberá instrumentos para ampliar os serviços em saúde. Serão oferecidas consultas médicas, de enfermagem, odontológicas e exames laboratoriais.
“É mais uma ferramenta da saúde pública para atender a saúde básica das populações do Arapiuns. Esse Barco Hospital Abaré II é de propriedade do Saúde e Alegria repassado à Semsa com a condição de que seja um barco a serviço das populações ribeirinhas do Arapiuns”, disse o coordenador do PSA, Caetano Scannavino.
Para acompanhar o processo, foi montado um grupo de trabalho com membros do Conselho Municipal de Saúde, Projeto Saúde e Alegria, Secretaria Municipal de Saúde e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém. “Esse GT é composto por dois representantes de cada instituição para que a gente possa discutir orçamento, cotação, licitação. O nosso foco principal é contribuir para que a população do Arapiuns receba de volta o Barco Hospital Abaré”, enfatizou a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Gracivane Moura.
Os serviços estão sendo executados com aplicação dos recursos oriundos de emenda parlamentar e do Projeto Salvando Vidas do BNDES para diferentes serviços na embarcação. “A Semsa ficou com a responsabilidade de adquirir os equipamentos. É uma emenda do Deputado Airton Faleiro, determinada para esse investimento. Então a gente pode fazer reformas, construções, ou compra de equipamento permanente. A Semsa vai comprar os equipamentos”, explicou a coordenadora do planejamento da Semsa, Rosalina Bentes
Modelo de saúde pública
O barco hospital virou política pública na Amazônia e no Pantanal em 2010, quando o governo federal lançou a estratégia de Saúde da Família Fluvial, e tornou o modelo navio-hospital uma política com abrangência para as duas regiões.
Com estrutura adaptada à realidade amazônica, o barco hospital Abaré começou a navegar nas águas do Rio Tapajós em 2006 através do Projeto Saúde e Alegria (PSA), em parceria com as prefeituras locais e com apoio da ONG holandesa Terre Dês Hommes (TDH), sua então proprietária.
No primeiro contato, foram aproximadamente 15 mil ribeirinhos de 72 comunidades das áreas rurais dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro que passaram a ter acesso regular aos serviços básicos de saúde, com visitas a cada 40 dias, percorrendo longas distâncias e chegando em locais praticamente excluídos da rede pública.
A partir dela, o Ministério faz repasses federais diretos aos municípios da área de abrangência, que giram em torno de um milhão e cem mil reais anuais por embarcação. São destinados para uso exclusivo das unidades de atendimento no apoio às despesas com combustíveis, medicamentos, tripulação, equipe médica, entre outras necessidades.
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