Geral

Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós deve ser construído em Mogi das Cruzes


Idealizado por padre de Sabaúna, projeto recebeu doação de área em Brás Cubas, onde poderá ser construído. Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós deve ser construído em Mogi das Cruzes
Jonatas Diniz/Arquivo Pessoal
Mogi das Cruzes deve ganhar nos próximos anos um Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Idealizado pelo padre Jonatas Diniz, pároco em Sabaúna, o projeto recebeu neste mês a doação de uma área de 15 mil m², às margens da Avenida das Orquídeas, onde poderá ser construído.
Ainda não foram definidos os prazos e custos para construção do complexo. A previsão é de que os responsáveis se reúnam na segunda quinzena de janeiro para definir o cronograma da obra. Também está prevista para o dia 11 de abril a primeira missa no espaço, com o possível lançamento da pedra fundamental.
Obra revela cor original do Santuário do Senhor Bom Jesus em Mogi
Fechada por seis anos para obras, igreja Nossa Senhora D’ajuda reabre em Itaquaquecetuba
Igreja da Freguesia da Escada, em Guararema, é atração turística no feriado de Nossa Senhora Aparecida
Futuro reitor do santuário, o padre relata que a ideia de construí-lo surgiu após a experiência das missas de cura e libertação na Paróquia de Sabaúna. Ele relata que, até antes da pandemia, recebia milhares de fiéis de todo o país, semanalmente, nas celebrações.
“No começo, a primeira missa que celebrei, nós éramos 16 pessoas. Foi aumentando cada vez mais e mais, a ponto de, antes de começar a pandemia, nós já estávamos reunindo semanalmente cerca de 7 mil pessoas. Agora reduziu bastante, até por norma sanitária”, comenta.
“A minha igreja é muito pequena. Deve ter capacidade para 200 pessoas no máximo. Comecei a celebrar as missas fora do templo. Quando começou a aumentar muito o número de pessoas, eu percebi que Nossa Senhora estava realizando milagres”, diz o padre.
Doação de área para construção do santuário foi oficializada em dezembro deste ano
Dora Santos/Igreja na Mídia
Com o sucesso das missas e os relatos de milagres dos fiéis, o trabalho do padre, que é devoto da santa, se tornou cada vez mais conhecido. Aos poucos, o sonho de construir o santuário se aproximou da realidade.
No início deste mês, em uma cerimônia realizada no dia 18 de dezembro, os empresários Fumio Horii e Hissao Horii formalizaram ao bispo diocesano, Dom Pedro Luiz Stringhini, e ao sacerdote, a doação da área, localizada no distrito de Brás Cubas.
Projeto
O projeto do santuário é assinado pelo arquiteto Ciro Pironi, diretor executivo da Fundação Oscar Niemeyer, Ana Lucia Longato e Vitor Pissaia. O complexo prevê a construção de:
uma igreja com capacidade para mil pessoas;
uma capela de São Francisco de Assis;
uma capela de Santo Ivo;
uma pequena escola;
um anfiteatro com capacidade para 3 mil pessoas;
um auditório para 120 pessoas;
lanchonete e restaurante
área administrativa e serviços de apoio;
residência;
estúdio de gravações;
estacionamentos
Projeto do Santuário de Nossa Senhora Desatadora dos Nós é assinado pelos arquitetos Ciro Pirondi, Ana Lucia Longato e Vitor Pissaia
Jonatas Diniz/Arquivo Pessoal
O padre explica que teve motivos especiais para a escolha das capelas. A de São Ivo, padroeiro dos advogados, é homenagem à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes que, segundo ele, contribuiu com a concretização da doação do terreno.
Já a capela de São Francisco de Assis foi pensada em homenagem a um doador, de mesmo nome, que tem ajudado a tornar o projeto possível. Também lembra o Papa Francisco e o bispo mogiano, que são devotos do santo.
“Como a área está atrás da serra, perto do rio, nós quisemos valorizar muito isso. No meu discurso de doação eu dizia que Nossa Senhora desatou o grande nó, Santo Ivo defendeu a causa e São Francisco providenciou as terras”, comenta.
Embora os custos da construção ainda não tenham sido definidos, Jonatas Diniz diz que espera contar com o apoio de empresários e doações de fiéis. Para isso será criada nas próximas semanas a Associação Nossa Senhora Desatadora dos Nós.
“A associação é um grupo de fieis que se associam para a construção do santuário. São sócios benfeitores. Claro que não é o sócio benfeitor que apenas doa. Ele se associa e faz parte dessa família. Muitas vezes a pessoa mora, por exemplo, no Rio Grande do Sul, se torna sócio do santuário. Ele está de lá, mas ele recebe toda nossa comunicação sobre o que está sendo feito, sobre o que está sendo realizado”, explica.
“A maior parte vem dos fiéis. Nada nos impede de receber outras doações, tal qual a doação da terra. O fato de ter ganhado a terra já é vem de outra doação de outra empresa. O principal responsável é o fiel. Agora, evidente, que esse projeto é grandioso e nós contaremos com recursos vindos de outras fontes”, completa o padre.
A expectativa é que, depois da construção, o santuário passe a receber as missas de cura e libertação, que poderão atender um número ainda maior de fiéis. O espaço também deve receber projetos sociais destinados à caridade e à saúde emocional.
“Eu atento, todas as quintas-feiras, atendimento espiritual, mas que tem ajudado muitas pessoas a se curarem e se libertarem de problemas emocionais. Meu propósito é tentar criar uma clínica terapêutica que possa ajudar essas pessoas nessa realidade, mas de uma maneira mais profissional, porque eu trabalho mais no âmbito espiritual”.
Assista a mais notícias