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Secretário de Estado dos EUA pede que diplomatas pressionem países defasados na questão climática


Cúpula sobre o clima começa nesta semana nos EUA. Presidente Bolsonaro se comprometeu a Joe Biden a acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, durante pronunciamento sobre mudanças climáticas em Annapolis nesta segunda (19)
Jacquelyn Martin/Pool via Reuters
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, pediu nesta segunda-feira (19) que os diplomatas dos Estados Unidos pelo mundo contestem os países cujas ações vão contra as iniciativas para combater as mudanças climáticas.
“Nossos diplomatas irão contestar as práticas de países cujas ações — ou a falta delas — estão fazendo o mundo retroceder”, disse Blinken.
“Quando países continuam a depender de carvão para uma quantidade significativa de sua matriz energética, ou ainda estão investindo em usinas de carvão, ou permitem o desmatamento desenfreado, eles vão escutar dos Estados Unidos e de nossos parceiros sobre o quão prejudiciais são essas ações.”
Secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, participa em 30 de março de evento de divulgação dos relatórios sobre direitos humanos nos países
Mandel Ngan/Pool via Reuters
Blinken afirmou também que o governo do presidente Joe Biden vai colocar a crise climática no centro de sua política externa, mas que isso não significa que o progresso de alguns países na questão climática é “como um passe livre para desculpar qualquer tipo de comportamento errado”. 
O secretário não se referiu a um país específico, mas ativistas de direitos humanos já expressaram preocupações de que a vontade do governo em cooperar com a China na redução das emissões poderia fazer as autoridades dos EUA relevarem políticas de opressão do governo chinês.
Cúpula sobre o clima
O pronunciamento de Blinken foi o primeiro do secretário de Estado — cargo que chefia a diplomacia americana — sobre mudanças climáticas em Annapolis, no estado de Maryland, antes de uma cúpula virtual sediada pelos EUA nesta semana.
O presidente Joe Biden convidou 40 líderes mundiais para discutir novas medidas que serão tomadas para fortalecer os compromissos para reduzir as emissões estabelecidos sob o acordo de Paris, em uma proposta para sinalizar que ele está priorizando a questão e tentando angariar o apoio global já no início de seu governo.
Em carta a Biden, Bolsonaro promete eliminar desmatamento ilegal na Amazônia até 2030
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está entre os convidados. Na semana passada, ele enviou a Biden uma carta em que disse que pretende eliminar o desmatamento ilegal até 2030. Em seguida, o enviado especial da Casa Branca para o Clima, John Kerry, disse que o compromisso de Bolsonaro é “importante” e cobrou “ações e comprometimento” do Brasil. Veja no VÍDEO acima.