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Vacinar a escola. Vacinar o contato

Seu filho ou seus filhos estão no Ensino Básico (Infantil, Fundamental e Médio) ou Superior? Da Escola Pública ou Privada? As instituições de ensino públicas ou privadas têm equipes acadêmicas e administrativas. Professores e faxineiros. Diretores e porteiros. Alunos e profissionais da cantina. Secretaria e segurança. E o entorno externo. O baleiro, o pipoqueiro, pais e acompanhantes em movimento de volta às aulas. Um ecossistema de convívio.
 
Pensar sistemicamente é não só vacinar preferencialmente os professores, mas a escola. O centro de convívio. Este é o grande risco de contágio. A convivência diária deste ecossistema e suas chegadas e saídas. Esta deveria ser nossa discussão. Vacinar a escola. Pública e privada, nesta prioridade. Assim não vamos retroalimentar o vírus em nossos lares e famílias.
 
E assim sucessivamente. O ecossistema dos hospitais. Não só dos que estão no front com o enfermo, mas áreas de contato com o público: atendimento, exames e limpeza, por exemplo. Usuários de transporte público são prioritários, mais do que qualquer outro. O cartão de transporte agora é tão importante quanto a carteira de trabalho.
 
É preciso adquirir mais vacinas urgentemente e analisar a estratégia de vacinar as camadas de prioridade do contato entre humanos. Vacinar o caixa e o empacotador do supermercado, o feirante, o frentista, o vendedor do balcão, do calçadão, da guichê da rodoviária, do aeroporto.
 
Se temos menos vacinas deveríamos priorizar quem tem mais convívio com mais pessoas e contato direto com gente, do que quem não tem, não parece lógico? Empresas com maior número de funcionários, como as fábricas. Risco de contágio, como a coleta de lixo.
 
Não sou especialista, nem epidemiologista, mas se soubesse que poderíamos seguir neste caminho me sentiria mais confortável. E você?

Texto originalmente publicado no Instagram e republicado com autorização do autor