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Venda de caminhões 0 km em 2020 cresce 11,82% em Ribeirão Preto, SP, aponta Fenabrave


Dados mostram que 785 novos veículos entraram em circulação contra 702 registrados em 2019. Mercado de peças também foi impactado positivamente. Vendas de novos modelos e peças de caminhões crescem em 2020
A venda de caminhões zero quilômetro cresceu 11,82% em Ribeirão Preto (SP) em 2020, apontam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Foram 785 novos veículos entrando em circulação contra 702 registrados em 2019. O setor foi na contramão do de carros, por exemplo, que vendeu 33% a menos no mesmo período.
No entanto, ainda de acordo com a Fenabrave, houve queda de 41,30% se forem comparados os dados de dezembro de 2019 com dezembro de 2020: 46 vendas contra 27.
Vendas de caminhões crescem 11,82% em 2020 em Ribeirão Preto (SP)
Fábio Júnior/ EPTV
Diretora de uma concessionária em Ribeirão Preto, Juliana Cruz e Rangel diz que faltaram veículos no mercado porque faltou matéria-prima na indústria. Ela afirma que a procura foi influenciada principalmente pelo crescimento no setor de e-commerce.
“Nós temos um modelo pequeno, que transita como uma caminhonete, paga um pedágio como caminhonete, e esse caminhão vários clientes compraram para usar no delivery de tudo.”
Manutenção
No setor de peças e acessórios para caminhões, não foi diferente. As vendas estão em alta, devido à fila de espera para a compra de novos veículos.
“A frota circulante no país precisou de manutenção e peças, grande investimento dos empresários, das transportadoras, usinas. Então, todas as peças de reposição tiveram um bom crescimento, bem expressivo”, diz Juliana.
Mercado de peças e acessórios foi influenciado pelo agronegócio
Fábio Júnior/ EPTV
De acordo com o diretor comercial Leonardo Prado, o setor foi fortemente influenciado pelo agronegócio. Só no estabelecimento em que ele trabalha, houve 15% de aumento no volume de negócios.
“A safra de cana deste ano foi muito boa, e isso puxa uma demanda maior. As usinas investiram em novos equipamentos e a gente vende as peças de reposição, então foi puxado pelo agronegócio”, diz.
Prado explica que a demanda por peças influenciou até mesmo as contratações. Só no segundo semestre, 15 novos funcionários passaram a atuar na loja.
Uma das contratadas é a auxiliar de controladoria Isabella Andrade Nahas, que não atuava na área e acabou conseguindo uma oportunidade quando muitos foram demitidos.
“Querendo ou não, a gente embute um medo na nossa cabeça, estabilidade, ser demitido. Mas acho que tem certos ramos que não têm crise. Eu fiquei muito feliz de ter conseguido, sim.”

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